Início

A PALAVRA AOS MAESTROS

   

    Maestro Armando Rodrigues

«A música, nas suas várias formas e suportes físicos, sempre me apaixonou, mas havia de ser a de expressão vocal aquela que mais me faria vibrar por achar que é a forma mais rica de a executar. Daí, os seis anos que passei no Chorus Auris terem representado para mim algo de sublime, que jamais em boa verdade poderei esquecer.»

CURRICULUM

    Armando Rodrigues é um autodidacta por excelência e um amador por paixão, uma vez que a sua profissão se exerce no comércio e na indústria, ao nível da Administração. Desde muito cedo demonstrou um interesse muito grande pela música, tendo ingressado aos 10 anos de idade na Escola de Música da Banda de Ourém, onde se manteve como executante de trompa e barítono. Mais tarde, ingressou no Conservatório Regional de Tomar, onde terminou o Curso de Formação Musical, tendo cursado ainda Composição, Canto e Trombone. Fundou e dirigiu um coro "a capela" denominado Chorus Auris. Dirigiu a Orquestra Típica de Mira d'Aire. Fundou e dirigiu a Orquestra Típica de Ourém. Participou em Cursos de Polifonia e Canto Gregoriano. Em 1984, 1985 e 1986, sob a égide da Câmara Municipal, coordena os 1º,2º e 3ºs Grandes Encontros Musicais do nosso Concelho. Faz orquestração, om suporte em recolhas, de 2 peças para canto em comum para cerca de 300 elementos. Nome das peças: Manta de Retalhos Ouriense e Manta de Retalhos Portuguesa.

 

Maestro Padre Artur Ribeiro de Oliveira

«De Outubro de 1977 a Julho de 1983 tive a grata oportunidade de estar integrado numa família. Era apenas uma hora por semana. As reticências que apus ao formal convite da Direcção de então, estavam na razão directa das incertezas que me assaltaram na altura: a disponibilidade era pouca, a preparação quase nula, só uma fraca intuição, a experiência irrelevante, os ventos sociais e ideológicos incertos e inconstantes. A aceitação prendeu-se mais com o gosto pessoal pela actividade e na certeza de que, se não fosse agarrado, o sonho de 5 anos atrás, chamado Chorus Auris, corria o risco de desvanecer-se ingloriamente, do que a convicção de que iria resultar. Não sou capaz de me imaginar como comecei: a incerteza, a inexperiência, o contacto com gente sonhadora e desejosa de realizar obra válida, os desânimos, as faltas, o desconhecimento do repertório...» Pouco a pouco, a amizade superou os medos, a boa vontade e o gosto de trabalhar fez esquecer as dúvidas, e a integração concertou-se. E trabalhámos, e lutamos, e cantámos, e rimos, e deslocámo-nos, corremos parte do Concelho, e... surgiu obra feita. Nem tudo foi perfeito, coo desejaríamos. Mas fomos família durante 6 anos. E isso foi o bastante para se dizer: VALEU A PENA! O benefício foi grande. O meu, porque adquiri experiência no contacto com o meio musical. São inesquecíveis determinados pontos altos na nossa vivência musical. O do Chorus Auris, porque o sonho não caiu. (...)»

CURRICULUM

    Artur Ribeiro de Oliveira nasceu em Alburitel a 14/01/1943.Foi ordenado sacerdote a 15/08/1968. Auxiliar da Paróquia de Mira d'Aire de Outubro de 1967 a Outubro de 1973. Estada na Guiné como Capelão Militar de Março a Setembro de 1974. Professor de Religião e Moral no Liceu Rodrigues Lobo(Leiria)de Novembro de 1974 a Setembro de 1983. Pároco da Freguesia da Barreira (Leiria) de Janeiro de 1975 a Setembro de 1983. Curso de Pedagogia no Instituto Superior de Pedagogia de Paris, de Outubro de 1983 a Julho de 1985. De Outubro de 1985 a Setembro de 1989 professor de Religião e Moral no Colégio S.Miguel, de Fátima. De Outubro de 1989 a Julho de 1995 foi Director do Externato Afonso Lopes Vieira, da Marinha Grande. Presentemente, é responsável pela Música o Santuário de Fátima.

    Em termos musicais é detentor de vários cursos: Curso dos Seminários com Solfejo, Canto Gregoriano, Piano e Órgão; Curso de Canto Gregoriano promovido nas Semanas Gregorianas de Fátima, pelo Centro de Estudos Gregorianos, de Lisboa; Curso de Harmonia e Órgão com o Prof. Sibertain, do Centro de Estudos Gregorianos de Lisboa. Em Mira d'Aire criou e dirigiu o Coral de Mira d'Aire, primeiramente litúrgico e depois integrado no Círculo Cultural Mirense. Ao lado das outras duas secções, Teatro e Orquestra Típica, em que também colaborou em Acordeão. Em 1977 é chamado a colaborar no Canto Litúrgico do Santuário de Fátima, onde desde então dirige o Coral do Santuário. É igualmente o Encarregado da Escola de Música do Santuário. De 1977 a 1983 dirigiu o Chorus Auris.

 

      

Maestro António Curvelo de Sousa

«Ouvi o Chorus Auris pela primeira vez, em 1975, na Festa do Círio da Nossa Senhora da Piedade, em Tomar. Na altura era eu aluno de música e estava muito longe de pensar vir a dedicar-me à música coral. Vivia-se, então, o grande boom coral no País. Aquilo que anos antes era uma actividade apenas suportada pelo Estado Novo, passou então a ser uma actividade apoiada pelas instituições do novo regime. Muitos coros então apareceram. O Chorus Auris, que teve os seus inícios no anterior regime era, por isso mesmo, uma referência para todos aqueles que, como eu, queriam começar a fazer canto em comum. Pode-se imaginar o contentamento com que, durante vários anos que nem sei ao certo quantos, ao Chorus Auris dei o melhor do meu pouco saber e do meu muito entusiasmo. Fiz amigos e convivi com muita gente boa. Aprendi muito e enriqueci-me, enquanto homem e enquanto músico. Como tudo neste mundo, esta relação artística teve o seu princípio, meio e fim. De então para cá no movimento coral português, muita coisa mudou. O tempo dos booms corais já passou. Hoje, desses meus tempos no Chorus Auris guardo uma grata recordação e uma enorme saudade... Vinte e cinco anos é uma idade muito bonita. Parabéns e obrigado Chorus Auris. Até sempre.»

CURRICULUM

    António Linhares Curvelo de Sousa, nasceu em Moimenta da Beira, em Janeiro de 1950. Frequentou a licenciatura de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, concluiu os cursos de Piano e o de Composição, como aluno do professor Mário de Sousa Santos, no Conservatório Regional de Coimbra, estudou Regência Coral com o maestro búlgaro Arnoldoff e os portugueses José Robert e Jorge Mata e licenciou-se em Ciências Musicais, opção de Musicologia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Profissionalmente é professor de Educação Musical desde 1975. Dirigiu o Grupo Coral de Seiça e o Chorus Auris de Ourém. É Director Artístico do Coro Canto Firme de Tomar. Como compositor de música para teatro participou em vários festivais na França, Bélgica, Canadá e Japão, tendo ganho o prémio de música do Festival Internacional de Teatro de Toyama, Japão, 1991. Tem vários trabalhos de investigação editados, especialmente sobre Fernando Lopes Graça.

 

 

Maestro Paulo Rodrigues "Serafim"

«A minha história como maestro do Chorus Auris começou no lugar do “pendura”! Isto é: o Sousa tinha um carro muito velho e precisava de companhia, não fosse o carro empanar. Vai daí, questionei-o: - Olha lá ó Sousa, posso ir contigo? - Se quiseres! Então lá fui e durante vários ensaios fiquei sentado na plateia a ouvir deliciado. Como já cantava no Coro Canto Firme e no Coro de Seiça, o Sousa perguntou-me se queria cantar. Claro que sim! Mais uns anos e ensaiava o naipe dos tenores, mais tarde os outros naipes e, nos últimos anos, fiquei como maestro adjunto. O Sousa teve de sair e o Coro convidou-me para ficar como maestro. Acedi ao pedido e por lá fiquei um ano. Casei em Ourém nesse ano, enfim, planeei a minha vida para ficar por lá, mas infelizmente vicissitudes várias não permitiram ficar mais tempo. Esta história desenrolou-se num período de oito anos, entre 1983 e 1991. Criei muitos amigos e a passagem pelo grupo ensinou-me a crescer como pessoa. Muito obrigado e FELIZ ANIVERSÁRIO!»

CURRICULUM

    Paulo António Ascenso Rodrigues nasceu em Tomar a 11 de Julho de 1965. Frequentou o Conservatório de Tomar onde terminou os Cursos de Formação Musical e de Canto, tendo também frequentado o 5º grau de violino. No Conservatório Nacional de Lisboa acabou como aluno externo o Curso de Flauta de Bisel. Canta no Coro Canto Firme de Tomar desde o seu início em 1980. Cantou também no Coro de Seiça. Foi fundador do Coro "Alla Brevis" do S.F.Cartaxense e também do Coro Alva Canto de Alvaiázere. Frequentou vários cursos de Direcção Coral com os maestros José Robert, António Sousa e Alexandre Branco.

 

Maestro Rui Picado

«"Nunca se esquece quem canta connosco". Porquê? Porque cantar em grupo é uma das melhores motivações para o desenvolvimento e solidificação do relacionamento humano. Quando cantamos e nos ouvimos vem a alegria, e a amizade nasce e floresce. É assim que eu sinto a recordação dos dois anos que passei com o Chorus Auris. é também por isso que não posso esquecer quem cantou comigo.»

CURRICULUM

    Desde os seus primeiros tempos de infância que Rui Martins Picado se encontra ligado à música, tendo participado em diversos grupos de promoção e divulgação da música coral. Fez os seus primeiros estudos musicais em Portalegre, particularmente, tendo mais tarde completado o 4º ano de Educação Musical. Frequentou cursos de Direcção Coral promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, ministrados pelo maestro José Robert.Frequentou ainda dois cursos de Direcção Coral e Análise Musical com os maestros Erwin List, de Strasbourg, e Pep Pratz, de Barcelona. Estudou também técnica vocal com Gilles Schneider, de Strasbourg. Assumiu a Direcção Artística do Chorus Auris de Junho de 1990 a Julho de 1992.

 

 

 

Maestrina Ângela Marques

«A música sempre teve no povo de Ourém um importante aliado. Apesar das quebras, dos momentos cíclicos menos bons, pelos quais passam as actividades musicais, existe sempre alguém persistente que não permite o terminus do que é bom. é assim que  o Chorus Auris tem sobrevivido ao longo destes 25 anos. Confesso que quando iniciei o trabalho com o Coro tive receio de não conseguir manter o bom nome que detinha, não só pela minha inexperiência, mas também porque o número de coralistas tinha diminuído muito e as faltas aos ensaios eram demasiadas. É certo que a tenacidade de alguns que nunca esmoreceram permitiu a continuidade. De extrema importância também é o facto de surgirem os convites ara concertos. Neste ponto quero deixar um apelo à Autarquia local que em muito poderia ajudar através da divulgação pela "Rota do sol". O trabalho efectuado ao longo de vários ensaios só pode ser demonstrado e compensado pelos concertos. Sem eles é óbvio que existe desmotivação. Actualmente, e fruto das várias actividades em que os coralistas se inserem, o coro apenas faz um ensaio por semana para permitir uma maior assiduidade. É francamente pouco mas o trabalho vai-se fazendo. Tenho também de salientar o facto da maior parte do coro ser leigo em termos musicais o que dificulta ainda mais a aprendizagem e eleva o trabalho de memorização. Tal facto não impede que peças de maior dificuldade devido ao contraponto nelas existente ou mesmo à harmonia da composição, não sejam igualmente bem apreendidas. Apesar de já conhecer a capacidades musicais do coro, por vezes conseguem-me surpreender ainda mais (...)»

CURRICULUM

    Iniciou os seus estudos musicais com o professor Viriato, em Ourém, tendo prosseguido com o professor Joaquim Coelho de Tomar. Posteriormente ingressou no Conservatório Regional de Tomar, nas disciplinas de Educação Musical e Piano. Em 1985 tem acesso ao Ensino Superior (ISCTE) tendo concluído, em 1990, a Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas. Simultaneamente permanece no Coro da Universidade de Lisboa por esses 5 anos, dando apoio como ensaiadora de Naipe ao maestro José Robert. Concluiu em 1988 o Curso Geral de Educação Musical (8º grau), no Conservatório Regional de Tomar, onde frequentou o 4º ano de Piano. Frequentou diversos cursos de Regência e Animação Musical organizados pelo FAOJ, cujos monitores foram principalmente os maestros José Robert, António Sousa e Alexandre Branco. Após a sua licenciatura inscreve-se no Curso Geral de Canto que concluiu em 1993, e onde teve como professora a cantora lírica Helena Afonso.